segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Sola Gratia. 500 anos da Reforma Protestante

Sola Gratia. Esta declaração é uma das 95 teses colocadas por Lutero na porta de uma catedral. Com isto deu início a um movimento rigoroso ao qual chamamos de Reforma Protestante. Em 31/102017, comemora-se 500 anos da Reforma.

O homem é livre para escolher qualquer ideologia e comportamento que bem entender.

Até aqui todos gostam de chegar e gostam, que foram mais além, chegando ao ponto de tentarem se convencer de que não podem ser responsabilizados pelas escolhas erradas. Entendem mesmo, que não existem escolhas erradas, pois entendem que não há normas absolutas, do tipo que se aplica a todas as pessoas, em todos os lugares e em todas as ocasiões. Tudo é relativo.

A Igreja que se tornou defensora de um tipo de cristianismo inventado por ela mesma, entendendo que o homem pode salvar a si mesmo. Para tanto, precisa se esforçar para ser bom e cumprir os rituais desta Igreja. Pelágio, que viveu entre meados dos anos 300 e 400 dC, um dos pensadores desta Igreja. Entendia ele, que o pecado de Adão não era passado adiante, e que cada era responsável para decidir se deveria ou não, praticá-lo.

Sola Gratia era a tese de Lutero, que se contrapunha ao ensino de Pelágio. O homem pecador por natureza, não pode salvar a si mesmo. Só pela graça e não por méritos próprios, ou pelas obras), poderá ser salvo.

Seu argumento pode ser resumido em uma frase: Não somos pecadores porque pecamos, mas pecamos porque somos pecadores.

A única forma de alcançar a salvação é crucificar o velhos homem e transformá-lo em uma nova criatura. Isto é equivalente a enterrar a sua natureza pecadora e passar a viver como redimido.

Não transformamos uma mangueira em jaqueira, costurando jacas em seus galhos, mas mudando a natureza enraizada nela.

Jesus nos convida para crucificaramos o velho homem na sua Cruz e ressuscitarmos com Cristo para uma nova vida.

Efésios 2: 8. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.

A soteriologia não tem de progredir, mas voltar ao princípio. Jesus morreu em meu lugar e eu fui atraído por ele na sua morte e ressurreição.

Ubirajara Crespo

Veja o hino de Lutero em versão moderna. Clique no Link

https://youtu.be/JYOGKVZ7ltU

Não foi Bulling

Coloco aqui mais uma teoria sobre a tragédia, que vem sendo anunciada como resultado de Bulling. Ainda é cedo para chegar a uma conclusão definitiva, mas devemos avaliar para a situação por vários ângulos.
É possível aprender a violência em casa? Sim, é claro, mas também é em casa, que desarmamos a alma de nossas crianças. A omissão paterna pode ser um grande incentivo para construir vidas capazes de destruir sonhos com um revólver, com atitudes como desprezo, indiferença, Bulling e violência doméstica.
Já tem gente demais tentando destruir uma idéia de família instituída por Deus, quando é exatamente nela, que está a solução. Na escola as pessoas se matam, talvez porque em casa elas se detestam. Bora reconstruir o amor.
Já passamos da hora de repensar a vida é de construir novos rumos. Talvez não estejamos dispostos a recomeçar, mas se não o fizermos, a coisa só piorará. Precisamos da força do alto, para remar contra esta maré. Esta força só a recebe quem a busca.

Ubirajara Crespo

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Por Jordan Campos
Sim, um adolescente matou dois colegas de escola com uma arma de fogo. Sim, pessoas desinformadas e com a ajuda da mídia espalham que o bullying foi o motivo. Não, não foi este o motivo. E vou aqui explicar um pouco sobre tudo isto.
Sou pai de quatro filhos, psicoterapeuta clínico de crianças, jovens e adultos e discordo completamente da “desculpa esfarrapada” desta pseudo-versão dos fatos. Bullying é o resultado de um abuso persistente na forma de violência física ou psicológica a uma outra pessoa. Bullying não é a piada sem graça, a ofensa solta ou uma provocação por conta do odor resultante da falta de desodorante por quatro dias, que foi exatamente o “caso” do adolescente que matou seus colegas. O motivo pelo qual o jovem assassinou seus colegas é um conjunto de fatores na formação de sua personalidade sob responsabilidade de seus pais.
O GATILHO que deu o start em seu plano de matar pode ter surgido da provocação de seus colegas, sim. Foi uma reação desmedida, autoritária, perversa e calculada a um conflito em que ele se viu inserido. A falta de preparo emocional e educacional deste jovem para lidar com frustrações é o ponto alto deste simples quebra-cabeças. Quando somos colocados frente a um conflito, ou o enfrentamos, ou fugimos ou paralisamos. As vítimas de bullying costumam paralisar e passam anos no gerúndio do próprio verbo que identifica este problema. Bullying é uma ressaca, um trauma no gerúndio, que vai minando as forças, destruindo a autoestima e a identidade frágil de suas vítimas.
No caso do adolescente em questão ele não teve tempo de ser vítima de bullying, ele simplesmente enfrentou a provocação de ser chamado de fedorento com base em sua formação de personalidade, filosofia de vida, exemplos e criação, reagindo. Colegas de sala disseram que ele era adorador do nazismo, cultuava coisas satânicas e quando provocado dizia que seus pais, que são policiais, iriam matar os provocadores se ele pedisse!!!! BINGO!!!!
NÃO FOI BULLYING - Por mais espantoso que possa ser, desculpem mídia e pseudo-sábios filósofos contemporâneos - o garoto matou porque tinha na sua formação de personalidade uma espécie de autorização para fazer! A identidade deste jovem de 14 anos estava formada em um alicerce que permitia isso. Ele provavelmente iria fazer isso logo logo... Na escola, com o vizinho, na briga de trânsito ou com a namorada que terminasse com ele, e isso nada tem a ver com Bullying. A provocação foi apenas o motivo para “fazer o que já se era.”
Agora, falando do Bullying, digo sem pestanejar que o maior culpado pela sedimentação do bullying e suas prováveis repercussões não são os coleguinhas “maldosos”, e sim a FAMÍLIA de quem sofre este tipo de ação. Se quem sofresse bullying fosse um potencial assassino a humanidade estava extinta. Mata-se muito por traições, brigas de trânsito, desavenças de trabalho, machismo, homofobia... Mas não por Bullying. Do contrário - é muito mais provável um suicídio, depressão, implosão.
O que faz com que alguém resista ou não a uma ação que pode virar bullying? Simples – a capacidade do jovem em lidar com frustrações e aprender a enfrentar seus problemas e conflitos. Esta é a maior prevenção ao bullying – aprender a vencer frustrações se submetendo a elas de forma sadia e com orientação. Aprender a respeitar os pais e a vida. Ter lições diárias de cidadania, direitos humanos - mas o mais importante - passar por frustrações e ter apoio dos pais, sem lamentar e encontrar culpados e sim crescer forte entendendo que neste mundo não podemos ter o controle das coisas.
Pais, ensinem seus filhos a respeitarem vocês e aos outros. Sei que muitos de vocês estão cheio de carências, desesperados em relações funcionais fúteis, e projetando em seus filhos o amor que não tiveram de quem acham que deveriam ter. Negligenciam assim o respeito e querem ser amados - isso contribui para fazer jovens fracos, deprimidos, ansiosos, confusos e vítimas fáceis para o bullying. Lembrem-se: só se ama e se valoriza o que se aprende a respeitar!
Obs 01: Este texto foi feito com base em informações disponíveis na imprensa e pela polícia até então. Não é um exame, avaliação ou diagnóstico psicoterapeutico, e sim considerações em tese, de cunho geral de muitos anos atendendo jovens como profissional do comportamento.
Obs 02: Ofensas pessoais serão excluídas e bloqueadas.
Aditivo colocado por mim às 20:37:
Acabei de assistir ao Fantástico e a mídia começou a perceber o que eu disse no texto acima, e agora com bastante cautela perguntam sem afirmar “será que foi bullying?”. Eles entrevistaram o psiquiatra do caso, o delegado, a diretora e uma mãe que perdeu o filho. Observem as respostas:
O psiquiatra do caso disse: “o que causou o ato foi um conjunto de fatores pré-existentes que fizeram uma panela de pressão onde as provocações ou bullying foi apenas a gota d’água fazendo com que ele tenha explodido”.
A diretora da escola ao ser também perguntada sobre o possível bullying, que é uma ocorrência grave e contínua, disse que “não, nunca foi relatado isso” - e eu soube que a escola é excelente da condução pedagógica.
A mãe de um dos adolescentes mortos também ao ser perguntada disse que não acredita que tenha sido bullying, e que nem escola nem seu filho haviam mencionado nada sobre isto.
Apenas o delegado, com base no que ouviu do adolescente sustenta que ele afirma ter matado por bullying. Óbvio! A tese da defesa vai ser esta - é a única que pode atenuar a coisa tanto para o garoto como para seus pais.
Ou seja, o texto que produzi, sem ter contato direto com a situação, parece em total coerência com a verdade acontecida. E alguns leigos ou de má fé quiseram apontar que eu minimizei o bullying. Não, bullying é algo sério, mas não neste caso! Vamos juntos!
Boa noite!
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#bulling #famíliaCristã